Hoje, buscando algumas referências, encontrei o trabalho com moradores de rua de Porto Alegre do fotógrafo Claudio Meneghetti. Interessante ver como a expressão facial das pessoas vão mudando, ainda que de forma sútil. Abaixo, o texto que encontrei no site.
Em seu silêncio, as fotos de Claudio Meneghetti falam. Ou melhor, murmuram. E contam, com sua série de sutilezas, que é possível enxergar, ao mesmo tempo, o antes e o depois. Antes: a fome, o frio, a sujeira, o cansaço, a falta de rumo. Depois: a comida, o banho, a cama, o amor-próprio.
Seus personagens, moradores de rua de Porto Alegre, expressam a delicada, mas não menos severa- mudança que vem quando a autoestima é estimulada. São efígies que se formam num ensaio repleto de sombra e luz. Da sombra do abandono à luz do encontro.
Capturadas de forma espontânea e natural, os modelos aqui são pessoas que vivem à margem: sob viadutos, marquises e o preço do preconceito. Claudio Meneghetti os fotografou ao chegarem nas entidades assistenciais – famintos, cansados, perdidos – e após receberem assistência. E, assim, eternizou a tênue linha que resgata a dignidade e o respeito. Perpetuando a vida que, por passar num piscar de diafragma, merece um olhar mais atento.
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